Não sei já notaram, mas o crepúsculo de Teresina é lindo, o Sol fica avermelhado, triste, quase sem vontade de ir embora, quase sem querer deixar que sua companheira Lua entre para o seu turno de trabalho.
Triste, sim, essa é essencialmente uma hora triste, por vários motivos, mas acredito que o maior de todos deve ser o medo.
Sim meus amigos, o medo do desconhecido contínuo, de que o velho ciclo não se repita, e que com o passar das horas eu não veja a aurora do novo.
Ter medo é natural: uma vez li em uma nota de um autor desconhecido que o rio tinha medo de entrar no oceano, e dessa forma também penso. Concordo com o desconhecido que escreveu aquele texto, mas isso não quer dizer que me entrego ao medo, pelo contrário. Ter medo é bom e a sensação de superá-lo, melhor ainda.
O crepúsculo traz consigo as energias despejadas no dia, as angústias, as alegrias, as tristezas, enfim, todas as vibrações e as leva embora. Talvez essa seja uma das explicações para tal tristeza.
Mas não percamos a fé, e não deixemos que o medo nos atrapalhe, vivemos a vida a cada instante e acreditemos que no novo dia será diferente, a aurora trará alegria e o ciclo vai se repetindo, assim como nós, até o dia infalível que nos espera.