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sexta-feira, 18 de abril de 2008

CRIATURAS DO BANHEIRO

21/12/2005 – 10:56 da manhã


Até as horas mais recônditas

A luz azul entorpece-me

E sua conversa encanta a qualquer um


Mas chega o momento

Crucial em que tudo se

Transforma em quase nada


São brancos e chiam.

Todos chiam.


O azul vira branco por inteiro

E ao som do chiado me levanto

E vou enfrentar

Todos os monstros do banheiro.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Crepúsculo

Não sei já notaram, mas o crepúsculo de Teresina é lindo, o Sol fica avermelhado, triste, quase sem vontade de ir embora, quase sem querer deixar que sua companheira Lua entre para o seu turno de trabalho.
Triste, sim, essa é essencialmente uma hora triste, por vários motivos, mas acredito que o maior de todos deve ser o medo.
Sim meus amigos, o medo do desconhecido contínuo, de que o velho ciclo não se repita, e que com o passar das horas eu não veja a aurora do novo.
Ter medo é natural: uma vez li em uma nota de um autor desconhecido que o rio tinha medo de entrar no oceano, e dessa forma também penso. Concordo com o desconhecido que escreveu aquele texto, mas isso não quer dizer que me entrego ao medo, pelo contrário. Ter medo é bom e a sensação de superá-lo, melhor ainda.
O crepúsculo traz consigo as energias despejadas no dia, as angústias, as alegrias, as tristezas, enfim, todas as vibrações e as leva embora. Talvez essa seja uma das explicações para tal tristeza.
Mas não percamos a fé, e não deixemos que o medo nos atrapalhe, vivemos a vida a cada instante e acreditemos que no novo dia será diferente, a aurora trará alegria e o ciclo vai se repetindo, assim como nós, até o dia infalível que nos espera.