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terça-feira, 29 de abril de 2008

BOA HORA

Eis a solução do seu dilema:




Junte seus problemas em uma sacola

Amarre bem a boca e jogue fora.

A tal sacola iria fora à boa hora

A sacola de casa, do trabalho, da escola...








E haja sacola pra tanto problema.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

CRIATURAS DO BANHEIRO

21/12/2005 – 10:56 da manhã


Até as horas mais recônditas

A luz azul entorpece-me

E sua conversa encanta a qualquer um


Mas chega o momento

Crucial em que tudo se

Transforma em quase nada


São brancos e chiam.

Todos chiam.


O azul vira branco por inteiro

E ao som do chiado me levanto

E vou enfrentar

Todos os monstros do banheiro.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Prélio

Sinto algo correndo em minhas veias

Algo que vai percorrendo meu corpo e o fazendo mudar.

Existe algo em minas veias,

E que não estava aqui antes.

Existe algo corroendo minhas veias,

Algo que vai amolecendo meu corpo e deixando-o mais pesado.


Existe vida em minhas veias.

Mas vida que não é a minha.

Existe uma vida correndo em mim.

Uma vida destrutiva,

Uma vida que tende a querer acabar com a minha.


Existe guerra em minhas veias.

E no momento estou perdendo.

Estou sem forças, cansado e ofegante.

Estou farto dessa luta, mas não me entrego,

Essa guerra eu não posso perder.


Existe vida em minhas veias.

Uma vida que pretendo acabar.

Há guerra em minhas veias.

Uma guerra que pretendo vencer.

Há um vírus correndo em minhas veias.

Um vírus que pretendo liquidar.


Sinto algo em minhas veias...

Algo que não consigo me livrar...

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Seja um oceano

Olha só a minha sorte, acabei de encontrar o texto ao qual havia me referido em uma das publicações passadas “Crepúsculo”, e estou compartilhando-o com vocês meus amigos. Se alguém souber quem é o autor desse texto, por favor me avise que os créditos serão repassados ao mesmo.

"Mesmo antes de um rio cair no oceano, ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada: os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê a sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. Você pode apenas ir em frente. O rio precisa se arriscar e entrar no oceano. E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece, porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano. Mas tornar-se oceano. Por um lado é o desaparecimento e por outro lado é o renascimento. Assim somos nós. Só podemos ir em frente e arriscar. Coragem!"

Avance, lute, torne-se um oceano!

domingo, 11 de novembro de 2007

Letras

Há tempos em que as letras cantam canções de ninar.
Tempos em que essas engenhosas armadilhas musicais
Te levam a um estado hipnótico onde é difícil reconhecer

A consciência, os sonhos e os murmúrios.

Há tempos em que as letras dançam.
Dançam ciranda, rodas e até capoeira.
Tentando a todo custo te passar uma rasteira.

Há tempos em que as letras imitam as marés.
Com suas correntes marítimas, correndo de um lado para o outro
E você, tolo, tentando segui-las.
E o mais improvável: compreendê-las.

Porém existem tempos em que as letras te dizem algo.
Que se chega até a compreendê-las.
Nessa hora, meu amigo, é bom ter cuidado:
Ou estás louco, ou já virou literatura.

sábado, 10 de novembro de 2007

Meus caminhos

As vezes acontece, isso chega de uma vez,
Não consigo explicar, é tudo confuso.
Sentimentos antagônicos me bombardeiam,
E trazem meus fantasmas mais sombrios.
Não é fácil lidar com isso.
Seres imaginários, porém reais.
Podem te matar com somente uma palavra.
Não há refúgio, não existe lugar seguro.
São meus fantasmas, eles me conhecem bem.
Sabem meus medos, meus atalhos,
E os buscam, para que eu me traia.
Porém acabou, não agüento mais!
Sem fugas, sem medo.
Meus dedos não mais me trairão.
Estou matando meus fantasmas, um a um.
E no fim, serei eu.
Marcado pelas batalhas,
Com cicatrizes de guerras,
Que marcam minha história,
Constituem meu Ser,
E me elevam ao status de maduro...